A luta dos sentimentos
Sentimentos como tristeza, ansiedade e medo fazem parte da experiência humana. Ainda assim, tendem a ser desconfortáveis, e é comum nos encontrarmos investidos em tentativas de resolvê-los ou controlá-los. Apesar de a busca por “solucionar” esses sentimentos ser lógica e razoável, paradoxalmente, ela tende a nos causar mais sofrimento. Uma das consequências mais danosas de lutar com os próprios sentimentos é abrir mão de viver de uma maneira que consideramos, de fato, valorosa. Quando caminhamos na direção do que consideramos importante, é provável que o desconforto faça parte desse caminho, e muitas vezes evitar o desconforto envolve parar a caminhada. …
Impondo limites
Assertividade é uma habilidade social que envolve a capacidade de expressar pensamentos, sentimentos, necessidades e opiniões de forma clara, direta e respeitosa. É uma forma de comunicação útil e necessária em diversos contextos da vida, mas pode ser desafiadora para pessoas que ainda não a têm bem desenvolvida ou que apresentam dificuldades para lidar com as emoções e os pensamentos que podem surgir ao agir de maneira assertiva. Contudo, assim como outras habilidades, a boa notícia é que a assertividade pode ser desenvolvida e aprimorada por meio de orientação e prática. Um primeiro passo para desenvolver a assertividade é conseguir …
Vença a AUTOSSABOTAGEM
Você já ouviu ou disse a frase “eu me saboto”. É uma frase dita e pensada com uma certa regularidade, e que indica o reconhecimento de um comportamento que é prejudicial de alguma maneira. Mas como aprendemos e mantemos comportamentos que podem nos fazer mal? Na perspectiva das terapias comportamentais, para compreendermos um comportamento, um elemento fundamental é o conceito de reforço. Reforço pode ser compreendido como uma consequência que ocorre após um comportamento e que aumenta a probabilidade de que esse comportamento volte a ocorrer no futuro. Há duas categorias de reforço: o reforço positivo, que ocorre quando o …
ACEITAÇÃO ao SEU alcance
Na perspectiva da Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) a habilidade de aceitação é essencial para trabalhar em mudanças ao longo prazo e viver de maneira significativa. A palavra aceitação pode carregar alguns significados, como o de contentar-se ou resignar-se, contudo no contexto da ACT, a aceitação carrega um significado diferente e com a finalidade oposta a ideia de resignar-se. Há uma oração famosa, utilizada em alguns tratamentos voltados a pessoas que lidam com a adicção, como o Programa dos Doze Passos, que pode ajudar a ilustrar o conceito de aceitação trabalhado na ACT: a Oração da Serenidade. Assim como …
Saia do Piloto Automático
Às vezes, agimos de maneira tão automática em resposta a uma situação que temos a impressão de que o comportamento ocorreu de maneira espontânea, sem que antes tenha passado um pensamento pela nossa mente ou uma sensação pelo nosso corpo. Na perspectiva da Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), momentos de impulsividade são algo a que todos estamos sujeitos e nem sempre são, por si só, algo problemático. No entanto, podem se tornar um problema dependendo de suas consequências diretas ou do quanto esse padrão de comportamento pode afastar a pessoa daquilo que é importante e significativo para ela. Na …
O domínio das emoções
A Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) é uma abordagem cognitivo-comportamental que tem como objetivo, para além da melhora dos sintomas associados à queixa, o desenvolvimento de Flexibilidade Psicológica. Flexibilidade Psicológica é um modelo de saúde mental que pode ser compreendido como um conjunto de habilidades Mindfulness (ter consciência, abertura e perspectiva das experiências internas, como os pensamentos e sentimentos) e Engajamento (clareza dos próprios valores e a capacidade de escolher agir alinhado a eles). Mesmo quando não estamos sofrendo com algum transtorno, sentimentos, sensações e pensamentos indesejados fazem parte de muitos contextos da vida, e, se temos pouca flexibilidade …
Você corajoso!
Um desafio natural da experiência humana é se deparar com algum tipo de dor psicológica. Sejam pensamentos indesejados ou sentimentos e sensações difíceis, a forma como lidamos com a dor tende a ter um impacto significativo na maneira como vivemos. Chamamos de coping (estratégias de enfrentamento) os esforços cognitivos e comportamentais que empregamos para lidar com situações que percebemos como difíceis ou estressantes, buscando manejar as demandas da situação e seus impactos emocionais. Alguns exemplos são buscar apoio de pessoas próximas, conversar sobre o que estamos sentindo, procurar soluções para os problemas, reorganizar a forma como interpretamos uma situação, estabelecer …
Quebre as Barreiras da Mente… AGORA!
Uma barreira que costumamos enfrentar no caminho para os nossos objetivos são os nossos próprios pensamentos. Geralmente em momentos oportunos para agir em direção a algum objetivo, é comum sermos visitados por pensamentos como: “tudo bem começar amanhã”, “agora não é um bom momento” e “vou fazer errado, melhor nem tentar”. Independentemente de esses pensamentos conterem verdades ou mentiras, a presença deles é esperada, ainda mais se a atividade para alcançar o objetivo for de alguma forma desafiadora. É como se a nossa mente nos contasse essas histórias como uma forma de autocuidado, tentando nos proteger de desconforto e frustrações, …
O custo de controlar as emoções
Emoções difíceis como ansiedade, raiva e tristeza fazem parte da vida. É uma realidade que pode ser frustrante e difícil de lidar. Uma das formas de responder a essas emoções é tentando controlá-las ou preveni-las. É um movimento compreensível, uma vez que são experiências internas desconfortáveis. Contudo, tentar viver controlando as próprias emoções costuma ter um custo alto. Paradoxalmente, quanto mais tentamos reduzi-las ou nos livrar delas, maior o papel que elas recebem em nossas vidas. A abordagem Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) tem uma metáfora que ilustra esse paradoxo: imagine que você é o motorista de um ônibus. …
PARE! Não fuja das Emoções.
Esquiva experiencial é uma maneira de se relacionar com os pensamentos, sentimentos e sensações que se baseia na tomada de ação com o intuito de reduzir, evitar ou controlar essas experiências internas, ou na evitação dos contextos que as evocam. É algo que todos fazemos e é uma maneira válida de lidar com as experiências internas, dependendo da situação. Ações como tomar um medicamento para reduzir a enxaqueca ou sair com amigos no fim de semana como forma de não ficar ressentindo um término de relacionamento são comportamentos que podem envolver esquiva experiencial e ser adaptativos. Contudo, muitas situações na …

