Quebre as Barreiras da Mente… AGORA!
Uma barreira que costumamos enfrentar no caminho para os nossos objetivos são os nossos próprios pensamentos. Geralmente em momentos oportunos para agir em direção a algum objetivo, é comum sermos visitados por pensamentos como: “tudo bem começar amanhã”, “agora não é um bom momento” e “vou fazer errado, melhor nem tentar”.
Independentemente de esses pensamentos conterem verdades ou mentiras, a presença deles é esperada, ainda mais se a atividade para alcançar o objetivo for de alguma forma desafiadora. É como se a nossa mente nos contasse essas histórias como uma forma de autocuidado, tentando nos proteger de desconforto e frustrações, contudo acatar essas histórias de maneira indiscriminada vem com o custo de nos distanciar das nossas metas.
Em outras palavras, depender de que a mente esteja nos incentivando para realizarmos as ações que gostaríamos significa condicionar a nossa vida a estados internos que nem sempre estarão a nosso favor.
Uma das formas de lidar com essa barreira é por meio da Desfusão Cognitiva. Essa é uma habilidade trabalhada pela abordagem cognitiva comportamental Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) e consiste em notar a presença dos pensamentos enquanto eles ocorrem e se relacionar com eles a partir de uma lógica de utilidade para o momento, em vez de tratar o seu conteúdo como uma verdade ou uma ordem a ser seguida. Ao se deparar com um pensamento como “melhor deixar para outro momento”, a proposta não é discutir se ele está certo ou errado, nem tentar eliminá-lo, mas sim reconhecer a sua presença e deliberar: “seguir esse pensamento me aproxima ou me afasta daquilo que é importante para mim neste momento?”. Essa é uma mudança na forma de se relacionar com os pensamentos que nos permite lidar com eles como sugestões que a nossa mente traz e ao mesmo tempo depender menos dela nos autorizar para agirmos alinhados aos nossos objetivos.
Uma forma de desenvolver a habilidade de desfusão cognitiva em relação a esses pensamentos desmotivantes é estar ciente das situações em que eles costumam surgir. Muitas vezes, eles aparecem em momentos previsíveis, como quando estamos prestes a iniciar uma tarefa difícil, assumir um compromisso importante ou nos expor à possibilidade de errar. Identificar esses contextos pode nos ajudar a estar mais atentos para notar a sua presença, reduzindo a probabilidade de que sejamos levados por eles de maneira automática.

