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Mancini Psiquiatria e Psicologia
MENTES DISTRAÍDAS
As nossas mentes estão constantemente nos contando coisas, independentemente da situação elas estão lá, produzindo pensamentos, inventando histórias, relembrando o passado ou tentando prever o que ainda nem aconteceu. É um processo contínuo, e é comum não nos darmos conta dele. Assim como os peixes não notam a água onde vivem, nós também temos dificuldade para notar que estamos imersos nos próprios pensamentos. E é justamente por isso que acabamos nos afastando do momento presente, focando mais em nossos pensamentos em vez do que está à nossa frente. Isso não necessariamente é um problema, mas pode se tornar um quando …
Três perguntas que podem mudar a sua relação com pensamentos difíceis
É difícil imaginar alguém que não experiencie pensamentos difíceis em algum momento da vida. Sejam eles de insegurança, catastróficos, autocríticos, entre outros, é normal que certos contextos evoquem esses tipos de pensamentos e que a presença deles seja interpretada como um sinal de que algo está errado conosco, e que o correto seria não ter esse tipo de pensamento. Contudo, por bem ou por mal, temos pouco controle sobre o que nossa mente nos diz, e a tentativa de controlar os pensamentos geralmente pode nos trazer ainda mais sofrimento, aumentando a frequência com que o pensamento aparece e/ou levando-nos a …
Neuroplasticidade: O Cérebro que se Reinventa
Você sabia que o nosso cérebro não é uma estrutura fixa e imutável, como muita gente pensa? Um dos conceitos mais incríveis da psicologia moderna é a neuroplasticidade, que é a capacidade do cérebro de se reorganizar, criar novas conexões e adaptar-se ao longo da vida. Antigamente, acreditava-se que, após uma certa idade, o cérebro já estava “definido” e que as mudanças eram praticamente impossíveis. Hoje, graças a estudos avançados, sabemos que o cérebro é extremamente plástico — ou seja, ele pode mudar, crescer e até se recuperar mesmo após lesões. Por exemplo, quando uma pessoa aprende uma nova habilidade, …
Será que meu filho é Superdotado?
Saiba quando desconfiar e em qual profissional procurar A superdotação, ou altas habilidades/superdotação (AH/SD), refere-se a um potencial significativamente acima da média em uma ou mais áreas do conhecimento ou habilidade. Não se trata apenas de “ser inteligente” ou tirar boas notas, mas de uma capacidade de aprendizado e processamento de informações diferenciada. Essa capacidade pode se manifestar em diversas dimensões, como: É fundamental entender que a superdotação é um neurotipo, uma forma diferente de funcionamento cerebral, e não uma doença. Pais e cuidadores são frequentemente os primeiros a notar os sinais que podem indicar superdotação. Entre eles, o desenvolvimento …
Psicologia das Cores: o impacto invisível das tonalidades na nossa mente
As cores ao nosso redor não estão ali só para decorar — elas podem influenciar diretamente nossas emoções, decisões e até a forma como percebemos o ambiente. Por exemplo, o vermelho costuma estar associado à energia, urgência e até agressividade, por isso é usado em sinais de alerta. Já o azul transmite calma, confiança e segurança, sendo muito usado em ambientes corporativos e hospitais. Na psicologia, entender a relação entre cores e comportamento ajuda em áreas como marketing, design, terapia e até no ambiente escolar, para promover o bem-estar e a produtividade. Além disso, a percepção das cores pode variar …
Será que é autismo?
Conheça alguns outros transtornos que pode ter alguns sintomas similares ao TEA. Cristiane Beckert A suspeita de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em adultos e crianças pode surgir a partir de diversas observações comportamentais, especialmente aquelas relacionadas a dificuldades na interação social, comunicação e padrões de comportamentos ou interesses restritos e repetitivos. No entanto, é fundamental considerar que nem todo comportamento atípico indica TEA; outros transtornos podem apresentar características semelhantes, exigindo um diagnóstico diferencial cuidadoso. Para o diagnóstico diferencial do TEA, especialmente em adultos, é crucial descartar outras condições que podem mimetizar seus sintomas. Conheça alguns outros transtornos que pode …
Estigma e Sofrimento
Cristiane Beckert No contexto social e psicológico, o termo estigma se refere a uma marca, característica ou reputação que leva uma pessoa ou grupo a ser visto de forma negativa e desvalorizada pelos outros. Essa marca, que pode ser visível (como uma deficiência física) ou invisível (como uma doença mental), desvia o indivíduo do que é considerado “normal” ou socialmente aceitável em uma determinada cultura. O sociólogo Erving Goffman, em sua obra “Estigma: Notas sobre a manipulação da identidade deteriorada”, aprofundou esse conceito, definindo o estigma como uma discrepância entre a identidade social virtual (o que se espera da pessoa) …
Nem tudo é emocional…
Muitas vezes, associamos sentimentos como desânimo, falta de motivação, irritabilidade ou estresse exclusivamente a fatores emocionais ou psicológicos. No entanto, o que poucos percebem é que essas experiências podem ter raízes profundamente biológicas. Cuidar da nossa base fisiológica, como sono, alimentação, hormônios, atividade física e saúde intestinal é essencial para garantir equilíbrio emocional e clareza mental. Nosso corpo é um sistema integrado. O cérebro, por exemplo, depende de nutrientes, neurotransmissores e hormônios para funcionar corretamente. Se há deficiência de vitaminas do complexo B, ferro ou magnésio, por exemplo, isso pode gerar fadiga mental e desânimo. Uma alimentação desregulada, rica em …
Paul Bloom: Empatia Cognitiva x Empatia Emocional
Quando falamos de empatia, geralmente pensamos naquela capacidade de “sentir o que o outro sente”. Essa definição, embora popular, não é a única e nem sempre a mais útil. No livro Contra a Empatia, o psicólogo Paul Bloom propõe uma distinção fundamental entre dois tipos de empatia: a emocional e a cognitiva. Entender essa diferença é essencial para repensarmos como nos relacionamos com os outros e tomamos decisões morais. A empatia emocional é o que a maioria das pessoas associa ao termo: é sentir junto, experimentar a dor, a alegria ou o medo do outro como se fosse seu. Por …

