Psicologia das Cores: o impacto invisível das tonalidades na nossa mente
As cores ao nosso redor não estão ali só para decorar — elas podem influenciar diretamente nossas emoções, decisões e até a forma como percebemos o ambiente. Por exemplo, o vermelho costuma estar associado à energia, urgência e até agressividade, por isso é usado em sinais de alerta. Já o azul transmite calma, confiança e segurança, sendo muito usado em ambientes corporativos e hospitais. Na psicologia, entender a relação entre cores e comportamento ajuda em áreas como marketing, design, terapia e até no ambiente escolar, para promover o bem-estar e a produtividade. Além disso, a percepção das cores pode variar …
Será que é autismo?
Conheça alguns outros transtornos que pode ter alguns sintomas similares ao TEA. Cristiane Beckert A suspeita de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em adultos e crianças pode surgir a partir de diversas observações comportamentais, especialmente aquelas relacionadas a dificuldades na interação social, comunicação e padrões de comportamentos ou interesses restritos e repetitivos. No entanto, é fundamental considerar que nem todo comportamento atípico indica TEA; outros transtornos podem apresentar características semelhantes, exigindo um diagnóstico diferencial cuidadoso. Para o diagnóstico diferencial do TEA, especialmente em adultos, é crucial descartar outras condições que podem mimetizar seus sintomas. Conheça alguns outros transtornos que pode …
Estigma e Sofrimento
Cristiane Beckert No contexto social e psicológico, o termo estigma se refere a uma marca, característica ou reputação que leva uma pessoa ou grupo a ser visto de forma negativa e desvalorizada pelos outros. Essa marca, que pode ser visível (como uma deficiência física) ou invisível (como uma doença mental), desvia o indivíduo do que é considerado “normal” ou socialmente aceitável em uma determinada cultura. O sociólogo Erving Goffman, em sua obra “Estigma: Notas sobre a manipulação da identidade deteriorada”, aprofundou esse conceito, definindo o estigma como uma discrepância entre a identidade social virtual (o que se espera da pessoa) …
Nem tudo é emocional…
Muitas vezes, associamos sentimentos como desânimo, falta de motivação, irritabilidade ou estresse exclusivamente a fatores emocionais ou psicológicos. No entanto, o que poucos percebem é que essas experiências podem ter raízes profundamente biológicas. Cuidar da nossa base fisiológica, como sono, alimentação, hormônios, atividade física e saúde intestinal é essencial para garantir equilíbrio emocional e clareza mental. Nosso corpo é um sistema integrado. O cérebro, por exemplo, depende de nutrientes, neurotransmissores e hormônios para funcionar corretamente. Se há deficiência de vitaminas do complexo B, ferro ou magnésio, por exemplo, isso pode gerar fadiga mental e desânimo. Uma alimentação desregulada, rica em …
Paul Bloom: Empatia Cognitiva x Empatia Emocional
Quando falamos de empatia, geralmente pensamos naquela capacidade de “sentir o que o outro sente”. Essa definição, embora popular, não é a única e nem sempre a mais útil. No livro Contra a Empatia, o psicólogo Paul Bloom propõe uma distinção fundamental entre dois tipos de empatia: a emocional e a cognitiva. Entender essa diferença é essencial para repensarmos como nos relacionamos com os outros e tomamos decisões morais. A empatia emocional é o que a maioria das pessoas associa ao termo: é sentir junto, experimentar a dor, a alegria ou o medo do outro como se fosse seu. Por …
Por que isolamos o sofrimento?
Existe algo profundamente desconfortável em presenciar o sofrimento alheio. Mais do que isso: há uma tendência humana silenciosa e persistente de isolar quem sofre, como se a dor fosse contagiosa ou uma falha de caráter. Essa postura não é apenas individual, mas social. Em vez de acolher, afastamos. Em vez de ouvir, silenciamos. E esse padrão aparece, de forma marcante, em grandes obras da literatura e do cinema. Em A Morte de Ivan Ilitch, de Tolstói, vemos a trajetória de um homem que, ao adoecer gravemente, se vê cercado por uma rede de negação. Seus colegas, amigos e até sua …
Um primeiro passo para superar hábitos indesejados
É normal termos hábitos que consideramos indesejados. Procrastinar, má alimentação ou até falta de auto gentileza, são comportamentos que temos consciência que queremos mudar e que de alguma forma nos distancia da maneira que gostaríamos de viver. Ainda assim, desenvolver um hábito novo é um desafio complexo, não é algo que ocorre da noite para o dia. Até porque não se trata apenas de começar algo do zero, mas também de trabalhar para diminuir a frequência com que realizamos o hábito indesejado. Perceber os ganhos e perdas que um mau hábito traz é um passo muito importante. Às vezes a …
Felicidade na Vida
O Balanceamento de Uma Vida Significativa A Construção de uma vida mais significativa é um dos objetivos do tratamento da Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), pois entende que viver alinhado aos valores é o caminho para alcançar esta vida. Isto geralmente não é fácil, viver alinhado aos valores pode envolver estar com sentimentos indesejados e pensamentos difíceis, além disso, é normal não termos clareza de quais são os nossos valores e de que forma podemos exercê-los nas áreas da vida. Valores podem ser entendidos como qualidades que guiam a maneira como agimos, por exemplo, ser um pai atencioso e …
Dor crônica: como lidar?
Dor crônica é uma dor que persiste por longos períodos, ela pode decorrer de doenças e de condições neurológicas, ou ser causada por lesões, mas não é apenas uma experiência física; ela afeta também o emocional, a rotina e a forma como a pessoa se relaciona com o mundo. Com o tempo, a dor constante pode causar frustração, ansiedade, depressão e até isolamento. Não é raro que o sofrimento vá além do corpo e se torne parte da forma como a pessoa se enxerga, como alguém que é definido pela dor crônica. É aí que a psicoterapia pode fazer uma …
Como você vive o tempo?
Na prática clínica, o tempo não é apenas uma sequência de minutos, horas ou dias – é vivido, sentido, distorcido. Um paciente deprimido não sente o tempo como alguém saudável. Para ele, os dias não passam, ou passam rápido demais, como um tempo morto ou sem sentido. Deste modo, o tempo não é visto apenas de forma cronológica, mas é compreendido também como uma experiência. A vida é temporalidade e o ser humano é ser lançado no tempo — entre o já vivido (passado), o que se vive agora (presente) e o que ainda não chegou (futuro). Uma pessoa presa …

