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Como você vive o tempo?

7 de julho de 2025
Por: Dr. Lucas Silveira
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Como você vive o tempo?

Na prática clínica, o tempo não é apenas uma sequência de minutos, horas ou dias – é vivido, sentido, distorcido. Um paciente deprimido não sente o tempo como alguém saudável. Para ele, os dias não passam, ou passam rápido demais, como um tempo morto ou sem sentido. Deste modo, o tempo não é visto apenas de forma cronológica, mas é compreendido também como uma experiência.

 A vida é temporalidade e o ser humano é ser lançado no tempo — entre o já vivido (passado), o que se vive agora (presente) e o que ainda não chegou (futuro).

Uma pessoa presa no passado pode passar os dias revivendo uma perda, uma culpa ou uma fase que não volta mais — como alguém que repete mentalmente um filme triste que não consegue parar de assistir. Outra, desconectada do presente, pode até estar cumprindo tarefas do dia a dia, mas sem realmente estar ali — como se a vida estivesse passando por ela, e não com ela. Já alguém dominado pelo futuro vive em alerta constante, preocupado com tudo o que pode dar errado amanhã, semana que vem ou daqui a um ano.

Na clínica, ajudar a pessoa a se reconectar com o tempo não é força-la a ser produtiva ou a pensar positivo. É ajuda-la a reconstruir sua relação com o passado, o presente e o futuro. É abrir espaço para que o futuro volte a ser um lugar possível. Para que o presente possa ser vivido e o passado não seja uma prisão, mas uma parte da narrativa que possa ser ressignificada.

Em tempos acelerados como o nosso, onde tudo parece ser urgente, falar sobre o tempo sob outra ótica é importante. É lembrar que cuidar da saúde mental também passa por cuidar da forma como se vive – se sente – o tempo.

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Dr. Lucas Silveira
Psicólogo, neuropsicólogo

Meu interesse em Psicologia nasce da minha curiosidade em compreender o comportamento humano e na habilidade e potencialidade que esta profissão oferece de uma escuta diferenciada.

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    CURVA U: MODELO QUE EXPLICA A ADAPTAÇÃO EM UM LUGAR NOVO
    Na prática clínica, o tempo não é apenas uma sequência de minutos, horas ou dias – é vivido, sentido, distorcido. Um paciente deprimido não sente o tempo como alguém saudável. Para ele, os dias não passam, ou passam rápido demais, como um tempo morto ou sem sentido. Deste modo, o tempo não é visto apenas de forma cronológica, mas é compreendido também como uma experiência.  A vida é temporalidade e o ser humano é ser lançado no tempo — entre o já vivido (passado), o que se vive agora (presente) e o que ainda não chegou (futuro). Uma pessoa presa no passado pode passar os dias revivendo uma perda, uma culpa ou uma fase que não volta mais — como alguém que repete mentalmente um filme triste que não consegue parar de assistir. Outra, desconectada do presente, pode até estar cumprindo tarefas do dia a dia, mas sem realmente estar ali — como se a vida estivesse passando por ela, e não com ela. Já alguém dominado pelo futuro vive em alerta constante, preocupado com tudo o que pode dar errado amanhã, semana que vem ou daqui a um ano. Na clínica, ajudar a pessoa a se reconectar com o tempo não é força-la a ser produtiva ou a pensar positivo. É ajuda-la a reconstruir sua relação com o passado, o presente e o futuro. É abrir espaço para que o futuro volte a ser um lugar possível. Para que o presente possa ser vivido e o passado não seja uma prisão, mas uma parte da narrativa que possa ser ressignificada. Em tempos acelerados como o nosso, onde tudo parece ser urgente, falar sobre o tempo sob outra ótica é importante. É lembrar que cuidar da saúde mental também passa por cuidar da forma como se vive – se sente – o tempo.
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    Na prática clínica, o tempo não é apenas uma sequência de minutos, horas ou dias – é vivido, sentido, distorcido. Um paciente deprimido não sente o tempo como alguém saudável. Para ele, os dias não passam, ou passam rápido demais, como um tempo morto ou sem sentido. Deste modo, o tempo não é visto apenas de forma cronológica, mas é compreendido também como uma experiência.  A vida é temporalidade e o ser humano é ser lançado no tempo — entre o já vivido (passado), o que se vive agora (presente) e o que ainda não chegou (futuro). Uma pessoa presa no passado pode passar os dias revivendo uma perda, uma culpa ou uma fase que não volta mais — como alguém que repete mentalmente um filme triste que não consegue parar de assistir. Outra, desconectada do presente, pode até estar cumprindo tarefas do dia a dia, mas sem realmente estar ali — como se a vida estivesse passando por ela, e não com ela. Já alguém dominado pelo futuro vive em alerta constante, preocupado com tudo o que pode dar errado amanhã, semana que vem ou daqui a um ano. Na clínica, ajudar a pessoa a se reconectar com o tempo não é força-la a ser produtiva ou a pensar positivo. É ajuda-la a reconstruir sua relação com o passado, o presente e o futuro. É abrir espaço para que o futuro volte a ser um lugar possível. Para que o presente possa ser vivido e o passado não seja uma prisão, mas uma parte da narrativa que possa ser ressignificada. Em tempos acelerados como o nosso, onde tudo parece ser urgente, falar sobre o tempo sob outra ótica é importante. É lembrar que cuidar da saúde mental também passa por cuidar da forma como se vive – se sente – o tempo.
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