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Convivendo com TDAH na vida adulta

27 de fevereiro de 2024
Por: Doutora Cristiane Beckert
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Convivendo com TDAH na vida adulta

Compreenda quais são os sintomas do TDAH e as comorbidades mais relacionadas ao TDAH
na vida adulta.

Por Drª Cristiane Beckert
Na vida adulta o TDAH possui características menos comportamentais, com redução de traços impulsivos e hiperativos, porém, questões emocionais e dificuldades em funções executivas ficam mais acentuadas. Estudos epidemiológicos apontam que a diferença entre gêneros que há na infância, na qual meninos apresentam em maior incidência, não existe no adulto, ou seja, a proporção é a mesma entre homens e mulheres (Nazar; Mello, 2015 apud Volkow; Swanson). Nesta faixa etária, a dificuldade atencional tem a tendência de se estabilizar, com variações de acordo com o contexto de vida do sujeito (Abreu et al., 2015). No entanto, sintomas de disfunção executiva aparecem, sobretudo profissionalmente, com dificuldades para cumprir prazos e organizar as tarefas de modo adequado para atingir uma meta. Este comportamento faz com que tais indivíduos sejam mal interpretados, gerando muitas vezes neles a
crença de que os sintomas que apresenta são parte de sua personalidade, demorando para buscar tratamento (Nazar; Mello, 2015).  
Os sintomas da hiperatividade no adulto manifestam-se com queixas de insônia, pela dificuldade em permanecer parado e pela inquietude mental. Há a tendência de realizarem muitas tarefas ao mesmo tempo, gerando estresse físico e emocional. Já a impulsividade no adulto expressa-se na busca
incessante por estímulos agradáveis, com troca frequente de objetivos e pela fala excessiva ou em momentos inoportunos. Este comportamento leva à inúmeras trocas de emprego, cursos universitários e relacionamentos conjugais (Barkley et al., 2004).  Abreu et. al (2015) apontam ainda a tendência de
envolvimento em questões judiciais, além das dificuldades profissionais e de relacionamentos interpessoais anteriormente citadas.
A inabilidade de regular adequadamente seu comportamento e sua resposta emocional é uma das características nucleares no TDAH. Estudos apontam que 75% dos adultos apresentam comorbidades psiquiátricas, com média de três por paciente (Nazar; Mello, 2015). As comorbidades mais
comuns estão relacionadas ao abuso de susbtâncias, transtornos de humor, transtornos de ansiedade, transtornos de personalidade, principalmente antissocial e borderline (Kolar et al 2008). Segundo Sobanski (2006), em pacientes adultos com TDAH, o uso de substâncias psicoativas é presente em
50% dos casos, entre 30 e 50% já apresentaram episódios de depressão e, entre 40 e 60% transtornos de ansiedade. 

Nazar e Mello (2015) descrevem que as dificuldades no sono estão presentes em 50% do adultos com TDAH e fazem com que os sintomas do transtorno apareçam com maior intensidade, trazendo déficits cognitivos e no controle emocional. Os autores pontuam que não há consenso científico na relação entre alterações no sono e TDAH, há vertentes que consideram essas dificuldades como intrínsecas ao transtorno, outros que as relacionam comouma comorbidade e há os que consideram que dificuldades no sono geram sintomas “TDAH-símile e constituírem um diagnóstico diferencial” (pp. 72).
Alterações no sono e TDAH também são associados com predisposição a obesidade, disfunções executivas e desregulação no processamento de recompensas (Gunstad et al, 2007).
Como na adolescência, os comportamentos de risco estão frequentemente associados com adultos com TDAH. A impulsividade torna a tomada de decisão mais dificultosa para esse grupo, levando a problemas
sociais, tais como maiores índices de infrações de trânsito e atos criminosos (Bradley, 2004). Além disso, os déficits cognitivos quando associados com a desregulação emocional, podem gerar instabilidade e comportamentos antissociais. São estimados que entre 25 e 45% dos presos americanos tenham TDAH (Mannuzza; Klein; Moulton, 2008).
Embora o diagnóstico do TDAH seja baseado no aparecimento dos sintomas antes dos 12 anos de idade, atualmente, há um questionamento científico com relação a se considerar o TDAH adulto como a continuação de um quadro instalado na infância.   Agnew-Blais et al (2016) apontam que entorno de 70% dos jovens adultos com TDAH em seu estudo não atendiam aos critérios para o transtorno em nenhuma das avaliações da infância. Os autores classificaram esses adultos com TDAH de “início tardio”, entre os quais também foi constatado a maior presença de outros transtornos de saúde
mental.
Outro estudo longitudinal, realizado no Brasil, com a proposta de investigar se adultos com TDAH já haviam desenvolvido os sintomas na infância, no qual 5249 indivíduos foram acompanhados pelo período dos 11 anos aos 18 anos de idade, indicou aumento no aparecimento dos sintomas do
transtorno na mostra, de acordo com os critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – V (American Psychiatric Association, 2014), exceto para início do aparecimento dos sintomas. A pesquisa sugere que há critérios distintos para o aparecimento do TDAH na idade adulta, porém
com desfechos de vida similares à mostra com TDAH de surgimento na infância, tais como, maior índice de problemas automobilísticos, jurídicos, comorbidades e tentativas de suicídio (Caye et al., 2016).
Outra discussão atual com relação ao surgimento de sintomas de déficit de atenção em adultos é sobre os novos hábitos de uso de recursos tecnológicos no cotidiano. O uso de smartphones é relacionado ao
aparecimento de sintomas de TDAH em adultos, mesmo em indivíduos que não possuíam o diagnóstico do transtorno (Dunn; Proulx; Kushlev, 2016).  Além disso, Elhai et al. (2016) apontam que quanto maior a frequência do uso de smartphones, com estratégias de regulação emocional mal adaptativas, maior
as chances do aparecimento da inibição da expressão emocional e de sintomas de ansiedade. 

Abreu, N.; et al. O desfecho do transtorno de déficit de atenção/hiperatividade
ao longo da vida. In: Nardi, A.; Quevedo, J.; Silva, A. (Orgs). Transtorno de
déficit de atenção e hiperatividade: teoria e clínica. Porto Alegre: Artmed, 2015.
Agnew-Blais; et al. Evaluation of Persistence, Remission and Emergency of
Attention Deficit / Hyperactivity Disorder in Young Adolescents. JAMA
Psiquiatria. 2016; 73 (7): 713-720.  
American Psychiatry Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental
disorders – DSM-5. 5ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.
Barkley, R.; et al. Young adult follow-up of hyperactive children: antisocial
activities and drug use. Jornal of Child Psychology Psychiatry.  2004, volume
45, pp. 195-211. 
Caye; et al. Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder Trajectories From Childhood
to Young Adulthood Evidence From a Birth Cohort Supporting a Late-onset
Syndrome. JAMA Psiquiatria: 2016, Jul 1.
Dunn, e.; Proulx, j.; Kushlev, K. “Silence Your Phones”: Smartphone
Notifications Increase Inattention and Hyperactivity Symptoms. 2016. Available
from:
https://www.researchgate.net/publication/291618379_Silence_Your_Phones_S
martphone_Notifications_Increase_Inattention_and_Hyperactivity_Symptoms
Elhai, J. et al. Fear of missing out, need for touch, anxiety and depression are
related to problematic smartphone use. Computers in Human Behavior. 2016,
Volume 63, pp. 509-516
Gunstad, J., et al. Elevated body mass index is associated with executive
dysfunction in otherwise healthy adults. Comprehensive Psychiatry: Volume 48,
2007, pp 57-61.
Kolar, D., et al. Treatment of adults with attention-deficit/hyperactivity disorder.
Neuropsychiatr Dis Treat. 2008, 4, pp.389–403.
Mannuzza; Klein; Moulton. Lifetime criminality among boys with ADHD: a
prospective follow-up study into adulthood using official arrest record.
Psychiatry Res. 2008 Sep 30; 160(3): 237–246.

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CRISTIANE BECKERT
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Doutora Cristiane Beckert

A psicologia sempre significou um campo de interesse para mim.

Desde muito cedo me intrigava sobre “Como nos tornamos nós mesmos?”.

Por isso resolvi me tornar psicóloga, para conseguir compreender o ser humano de modo amplo e científico, como indivíduo e dentro das esferas familiares e sociais.

Durante a faculdade pude conhecer inúmeras abordagens, dentre as quais me identifiquei com a Terapia Cognitiva Comportamental (TCC) e com a Neuropsicologia.

A TCC permite que investiguemos com o paciente seus padrões de pensamento e crenças que podem estar influenciando negativamente sua saúde mental, propondo um modelo organizado de atendimento e traçando objetivos a serem almejados.

Já a Neuropsicologia é um campo de estudo que permite que possamos avaliar o funcionamento do cérebro por meio de testes, atividades e do uso de escalas ecológicas que avaliam o grau de aparecimento de sintomas de uma determinada doença ou transtorno. O relatório da avaliação neuropsicológica permite que sejam traçadas as melhores formas de intervir com o paciente de acordo com seu perfil cognitivo, realizando encaminhamentos e dando suporte às suas dificuldades.

Realizei especialização em Avaliação Neuropsicológica Infantil pela UNIFESP e Avaliação Neuropsicológica pela USP, além cursos de formação em Terapia Cognitivo Comportamental, Reabilitação Cognitiva e Psicologia Jurídica. Sou parte da equipe Mancini Psiquiatria e também atuo como pesquisadora no Núcleo de Avaliação Neuropsicológica Infantil (NANI) da UNIFESP.

Nos meus atendimentos sempre prezo pela ética, olhando o paciente de modo humano, buscando compreender suas dificuldades e potencialidades, proporcionando um ambiente de acolhimento e segurança.

cristiane@mancinipsiquiatria.com.br
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Doutora Cristiane Beckert
A psicologia sempre significou um campo de interesse para mim. Desde muito cedo me intrigava sobre “Como nos tornamos nós mesmos?”. Por isso resolvi me tornar psicóloga, para conseguir compreender o ser humano de modo amplo e científico, como indivíduo e dentro das esferas familiares e sociais. Durante a faculdade pude conhecer inúmeras abordagens, dentre as quais me identifiquei com a Terapia Cognitiva Comportamental (TCC) e com a Neuropsicologia. A TCC permite que investiguemos com o paciente seus padrões de pensamento e crenças que podem estar influenciando negativamente sua saúde mental, propondo um modelo organizado de atendimento e traçando objetivos a serem almejados. Já a Neuropsicologia é um campo de estudo que permite que possamos avaliar o funcionamento do cérebro por meio de testes, atividades e do uso de escalas ecológicas que avaliam o grau de aparecimento de sintomas de uma determinada doença ou transtorno. O relatório da avaliação neuropsicológica permite que sejam traçadas as melhores formas de intervir com o paciente de acordo com seu perfil cognitivo, realizando encaminhamentos e dando suporte às suas dificuldades. Realizei especialização em Avaliação Neuropsicológica Infantil pela UNIFESP e Avaliação Neuropsicológica pela USP, além cursos de formação em Terapia Cognitivo Comportamental, Reabilitação Cognitiva e Psicologia Jurídica. Sou parte da equipe Mancini Psiquiatria e também atuo como pesquisadora no Núcleo de Avaliação Neuropsicológica Infantil (NANI) da UNIFESP. Nos meus atendimentos sempre prezo pela ética, olhando o paciente de modo humano, buscando compreender suas dificuldades e potencialidades, proporcionando um ambiente de acolhimento e segurança.

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