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O Transtorno de Personalidade Borderline

22 de novembro de 2019
Por: Dra. Leticia Filizzola
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O Transtorno de Personalidade Borderline

O primeiro autor a descrever o transtorno de personalidade borderline foi o psicanalista Adolph Stern, no ano de 1938, acreditando que o conceito se adequava a pacientes que se encontrassem a meio caminho entre o que já se sabia sobre os transtornos neuróticos e psicóticos.

Kernberg definiu “a personalidade de organização borderline” como uma entre as três formas de organização da personalidade, sendo então a intermediária entre os tipos mais graves – os psicóticos – , e os menos graves, os neuróticos.

A personalidade de organização borderline seria caracterizada por uma pobre formação de identidade, apresentando defesas primitivas e baixo limiar de tolerância à frustração. Em 1968 foi publicado o livro The Borderline Syndrome, definindo os seguintes critérios para o diagnóstico:

1. Falha no senso de identidade;

2. Relacionamentos instáveis;

3. Sintomas de depressão esparsos;

4. Raiva intensa ou inadequada, podendo haver dificuldade na contenção dos impusos.

O transtorno da personalidade borderline fica então definido como uma alteração da personalidade marcada por uma forma de agir semelhante à que ocorre no Transtorno de Controle dos Impulsos, estabelecendo com este transtorno limites por vezes pouco claros, existindo a hipótese de que a compulsividade e a impulsividade seriam dois extremos psicopatológicos. De um lado a restrição da volição e do impulso representada pelo Transtorno Obsessivo Compulsivo – TOC – , de outro a desinibição e a incapacidade de contenção representados pelo Transtorno de Personalidade Borderline – TPB.

Como podemos identificar e buscar tratamento para uma suspeita deste transtorno, que tanta discordância suscita entre cientistas que se debruçam para melhor elucidá-la?

É possível observar, nesses pacientes, baixa capacidade de adaptação à situações de estresse e do próprio controle em relação ao relacionamento com as outras pessoas, por não se sentirem suficientemente compreendidas por elas. A fragilidade dos mecanismos mentais presente no transtorno de personalidade borderline os torna mais dependentes dos outros, faz com que estabeleçam laços afetivos instáveis, não consigam controlar seus impulsos, apresentem por vezes uma identidade difusa e inconstante, sejam suscetíveis à vivências de dissociação (quando é necessário desligar-se do próprio corpo para evitar o que seria tomado por uma dor terrível e sentimento de destruição), e sejam levados a um profundo sentimento de dor interior, que muitas vezes só é visível na forma da autolesão ou até mesmo dos casos de suicídio.

Relacionamentos instáveis, uma hipersensibilidade à rejeição e o medo do abandono estão fortemente associados ao Transtorno de Personalidade Borderline. Devido ao medo do abandono e ao frequente sentimento de rejeição, o indivíduo pode criar expectativas irrealizáveis em relação a todas as suas relações, quer sejam amigos, parceiros ou até mesmo seus médicos e psicoterapeutas. Quando a expectativa criada inevitavelmente decepciona, ou quando a rejeição é percebida, ocorre forte instabilidade emocional.

Relações Românticas instáveis e caóticas aparecem com frequência no cerne da disfunção interpessoal da pessoa com TPB. Estudos longitudinais e transversais mostraram que essas pessoas apresentam um maior número de relações românticas, porém menos prolongadas, do que as pessoas sem o diagnóstico. Os relacionamentos afetivos mais estáveis nesta população tendem a ser menos satisfatórios, apresentar uma maior hostilidade no trato com o parceiro, serem caracterizados por um apego do tipo inseguro e caracterizados por uma comunicação passivo agressiva, ao invés de uma comunicação mais assertiva e direta. É comum relacionar-se com pessoas que apresentam algum outro Transtorno de Personalidade ou que apresentem um apego ansioso.

Quanto à prevalência, o Transtorno de Personalidade Borderline representa 1,6% da população geral, no cenário clínico, relatada a proporção de 3 para 1 entre mulheres e homens.

O tratamento é clínico e multiprofissional, envolvendo utilização de psicofármacos e psicoterapia de longo prazo, tendo sido esta última considerada a principal forma de tratamento, visando diminuir os pensamentos de morte e as tentativas de suicídio, bem como os episódios de autoagressão e automutilação. A situação de transferência vivida na psicoterapia, possibilitada pelo manejo clínico do psicoterapeuta, tem se mostrado capaz de bons resultados em relação aos sintomas e suas comorbidades.

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    O primeiro autor a descrever o transtorno de personalidade borderline foi o psicanalista Adolph Stern, no ano de 1938, acreditando que o conceito se adequava a pacientes que se encontrassem a meio caminho entre o que já se sabia sobre os transtornos neuróticos e psicóticos. Kernberg definiu “a personalidade de organização borderline” como uma entre as três formas de organização da personalidade, sendo então a intermediária entre os tipos mais graves – os psicóticos – , e os menos graves, os neuróticos. A personalidade de organização borderline seria caracterizada por uma pobre formação de identidade, apresentando defesas primitivas e baixo limiar de tolerância à frustração. Em 1968 foi publicado o livro The Borderline Syndrome, definindo os seguintes critérios para o diagnóstico: 1. Falha no senso de identidade; 2. Relacionamentos instáveis; 3. Sintomas de depressão esparsos; 4. Raiva intensa ou inadequada, podendo haver dificuldade na contenção dos impusos. O transtorno da personalidade borderline fica então definido como uma alteração da personalidade marcada por uma forma de agir semelhante à que ocorre no Transtorno de Controle dos Impulsos, estabelecendo com este transtorno limites por vezes pouco claros, existindo a hipótese de que a compulsividade e a impulsividade seriam dois extremos psicopatológicos. De um lado a restrição da volição e do impulso representada pelo Transtorno Obsessivo Compulsivo – TOC – , de outro a desinibição e a incapacidade de contenção representados pelo Transtorno de Personalidade Borderline – TPB. Como podemos identificar e buscar tratamento para uma suspeita deste transtorno, que tanta discordância suscita entre cientistas que se debruçam para melhor elucidá-la? É possível observar, nesses pacientes, baixa capacidade de adaptação à situações de estresse e do próprio controle em relação ao relacionamento com as outras pessoas, por não se sentirem suficientemente compreendidas por elas. A fragilidade dos mecanismos mentais presente no transtorno de personalidade borderline os torna mais dependentes dos outros, faz com que estabeleçam laços afetivos instáveis, não consigam controlar seus impulsos, apresentem por vezes uma identidade difusa e inconstante, sejam suscetíveis à vivências de dissociação (quando é necessário desligar-se do próprio corpo para evitar o que seria tomado por uma dor terrível e sentimento de destruição), e sejam levados a um profundo sentimento de dor interior, que muitas vezes só é visível na forma da autolesão ou até mesmo dos casos de suicídio. Relacionamentos instáveis, uma hipersensibilidade à rejeição e o medo do abandono estão fortemente associados ao Transtorno de Personalidade Borderline. Devido ao medo do abandono e ao frequente sentimento de rejeição, o indivíduo pode criar expectativas irrealizáveis em relação a todas as suas relações, quer sejam amigos, parceiros ou até mesmo seus médicos e psicoterapeutas. Quando a expectativa criada inevitavelmente decepciona, ou quando a rejeição é percebida, ocorre forte instabilidade emocional. Relações Românticas instáveis e caóticas aparecem com frequência no cerne da disfunção interpessoal da pessoa com TPB. Estudos longitudinais e transversais mostraram que essas pessoas apresentam um maior número de relações românticas, porém menos prolongadas, do que as pessoas sem o diagnóstico. Os relacionamentos afetivos mais estáveis nesta população tendem a ser menos satisfatórios, apresentar uma maior hostilidade no trato com o parceiro, serem caracterizados por um apego do tipo inseguro e caracterizados por uma comunicação passivo agressiva, ao invés de uma comunicação mais assertiva e direta. É comum relacionar-se com pessoas que apresentam algum outro Transtorno de Personalidade ou que apresentem um apego ansioso. Quanto à prevalência, o Transtorno de Personalidade Borderline representa 1,6% da população geral, no cenário clínico, relatada a proporção de 3 para 1 entre mulheres e homens. O tratamento é clínico e multiprofissional, envolvendo utilização de psicofármacos e psicoterapia de longo prazo, tendo sido esta última considerada a principal forma de tratamento, visando diminuir os pensamentos de morte e as tentativas de suicídio, bem como os episódios de autoagressão e automutilação. A situação de transferência vivida na psicoterapia, possibilitada pelo manejo clínico do psicoterapeuta, tem se mostrado capaz de bons resultados em relação aos sintomas e suas comorbidades.
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    TRATAMENTOS POSSÍVEIS E A IMPORTÂNCIA DA PSICOEDUCAÇÃO
    O primeiro autor a descrever o transtorno de personalidade borderline foi o psicanalista Adolph Stern, no ano de 1938, acreditando que o conceito se adequava a pacientes que se encontrassem a meio caminho entre o que já se sabia sobre os transtornos neuróticos e psicóticos. Kernberg definiu “a personalidade de organização borderline” como uma entre as três formas de organização da personalidade, sendo então a intermediária entre os tipos mais graves – os psicóticos – , e os menos graves, os neuróticos. A personalidade de organização borderline seria caracterizada por uma pobre formação de identidade, apresentando defesas primitivas e baixo limiar de tolerância à frustração. Em 1968 foi publicado o livro The Borderline Syndrome, definindo os seguintes critérios para o diagnóstico: 1. Falha no senso de identidade; 2. Relacionamentos instáveis; 3. Sintomas de depressão esparsos; 4. Raiva intensa ou inadequada, podendo haver dificuldade na contenção dos impusos. O transtorno da personalidade borderline fica então definido como uma alteração da personalidade marcada por uma forma de agir semelhante à que ocorre no Transtorno de Controle dos Impulsos, estabelecendo com este transtorno limites por vezes pouco claros, existindo a hipótese de que a compulsividade e a impulsividade seriam dois extremos psicopatológicos. De um lado a restrição da volição e do impulso representada pelo Transtorno Obsessivo Compulsivo – TOC – , de outro a desinibição e a incapacidade de contenção representados pelo Transtorno de Personalidade Borderline – TPB. Como podemos identificar e buscar tratamento para uma suspeita deste transtorno, que tanta discordância suscita entre cientistas que se debruçam para melhor elucidá-la? É possível observar, nesses pacientes, baixa capacidade de adaptação à situações de estresse e do próprio controle em relação ao relacionamento com as outras pessoas, por não se sentirem suficientemente compreendidas por elas. A fragilidade dos mecanismos mentais presente no transtorno de personalidade borderline os torna mais dependentes dos outros, faz com que estabeleçam laços afetivos instáveis, não consigam controlar seus impulsos, apresentem por vezes uma identidade difusa e inconstante, sejam suscetíveis à vivências de dissociação (quando é necessário desligar-se do próprio corpo para evitar o que seria tomado por uma dor terrível e sentimento de destruição), e sejam levados a um profundo sentimento de dor interior, que muitas vezes só é visível na forma da autolesão ou até mesmo dos casos de suicídio. Relacionamentos instáveis, uma hipersensibilidade à rejeição e o medo do abandono estão fortemente associados ao Transtorno de Personalidade Borderline. Devido ao medo do abandono e ao frequente sentimento de rejeição, o indivíduo pode criar expectativas irrealizáveis em relação a todas as suas relações, quer sejam amigos, parceiros ou até mesmo seus médicos e psicoterapeutas. Quando a expectativa criada inevitavelmente decepciona, ou quando a rejeição é percebida, ocorre forte instabilidade emocional. Relações Românticas instáveis e caóticas aparecem com frequência no cerne da disfunção interpessoal da pessoa com TPB. Estudos longitudinais e transversais mostraram que essas pessoas apresentam um maior número de relações românticas, porém menos prolongadas, do que as pessoas sem o diagnóstico. Os relacionamentos afetivos mais estáveis nesta população tendem a ser menos satisfatórios, apresentar uma maior hostilidade no trato com o parceiro, serem caracterizados por um apego do tipo inseguro e caracterizados por uma comunicação passivo agressiva, ao invés de uma comunicação mais assertiva e direta. É comum relacionar-se com pessoas que apresentam algum outro Transtorno de Personalidade ou que apresentem um apego ansioso. Quanto à prevalência, o Transtorno de Personalidade Borderline representa 1,6% da população geral, no cenário clínico, relatada a proporção de 3 para 1 entre mulheres e homens. O tratamento é clínico e multiprofissional, envolvendo utilização de psicofármacos e psicoterapia de longo prazo, tendo sido esta última considerada a principal forma de tratamento, visando diminuir os pensamentos de morte e as tentativas de suicídio, bem como os episódios de autoagressão e automutilação. A situação de transferência vivida na psicoterapia, possibilitada pelo manejo clínico do psicoterapeuta, tem se mostrado capaz de bons resultados em relação aos sintomas e suas comorbidades.
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