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O que ocorre no luto normal? É normal sofrer? PARTE II

20 de janeiro de 2021
Por: Dr. Lucas Silveira
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O que ocorre no luto normal? É normal sofrer? PARTE II

No texto anterior falamos sobre o luto normal. Foi explicado que apesar de ser um processo natural o luto por envolver perdas e separações traz consigo sofrimentos, e que o fato da expressão envolver o termo normal não significa, porém, se tratar de um processo ausente de dificuldades.

Também foi mencionado que o luto normal engloba uma série de comportamentos e sentimentos de modo que o psicólogo William Worden os classificou em quatro categorias principais: sentimentos, sensações físicas, cognições e comportamentos.

O texto anterior (PARTE I) foi dedicado à explicação dos sentimentos. Desta vez focaremos na questão das sensações físicas e cognições.

Em relação às sensações físicas é dito que ainda que algumas sejam frequentes e tenham um papel significativo durante o luto, elas também são comumente esquecidas. As sensações mais frequentes apresentadas por pessoas que buscaram auxílio para o enfrentamento do luto são:

 – Vazio no estômago.

 – Aperto no peito.

 – Aperto na garganta.

 – Hipersensibilidade a ruídos.

 – Senso de despersonalização: “Eu ando pelas ruas e nada parece real, inclusive eu.”

 – Falta de ar, dificuldade em respirar.

 – Fraqueza muscular.

 – Falta de energia.

 – Secura na boca.

Muito que apresentaram estas sensações acabam por procurar um médico e realizar um check-up, porém muitas vezes elas dizem respeito ao processo por qual as pessoas estão passando e não a um problema de origem física apenas.

Com relação à cognição, há diferentes pensamentos que são presentes durante o processo de luto. Alguns são comuns no início do processo e tendem a sumir com o tempo, porém em alguns casos eles tendem a permanecer e desencadear sentimentos que conduzem à depressão e à ansiedade. Entre eles, estão:

Descrença

Geralmente os primeiros pensamentos que surgem, principalmente em mortes repentinas. “Isto não aconteceu.” “Deve haver algum engano.” “Não posso acreditar que isso aconteceu.” “Não quero acreditar que isto aconteceu” são exemplos de pensamentos que surgem ao se ter conhecimento de uma morte.

Confusão

Algumas pessoas relatam que seus pensamentos ficam confusos, não conseguem ordena-los, apresentam dificuldade de concentração e esquecem coisas.

Preocupação

Podem aparecer com pensamentos obsessivos a respeito da pessoa que faleceu e incluir ideias obsessivas de como recupera-la. Há também casos em que aparecem pensamentos intrusivos ou com conteúdos e imagens da pessoa falecida sofrendo ou no momento de sua morte. Há ainda pensamentos ruminativos, aqueles em que o individuo pensa insistente e repetidamente sobre quão mal se sentem e nas circunstâncias que provocaram seu sofrimento.

Sensação de presença

É a contrapartida da experiência da saudade. O enlutado pode ter a ideia de que a pessoa que partiu ainda se encontra presente no tempo e no espaço. Para algumas pessoas esta experiência traz conforto, porém outras se sentem assustadas com tal sensação.

Alucinações

Algumas pessoas relatam alucinações visuais e/ou auditivas. Segundo o autor, ambos fazem parte da lista de reações comuns frente a um luto. São em geral, experiências ilusórias que passam e que ocorrem poucas semanas após o ocorrido. Não são, necessariamente, sinais de que o luto será mais difícil ou complicado. Há, entretanto, pessoas que como na sensação de presença, sentem-se bem com tal experiência. Contudo, há também pessoas que associam estas experiências a algo sobrenatural ou de acordo com as próprias crenças, algo que deve ser respeitado. 

O próximo texto será dedicado aos comportamentos do luto normal, fechando assim, as descrições sobre as quatro categorias estudadas pelo autor da pesquisa.

Se precisa de ajuda ou está com dúvidas, não deixe de se consultar com profissionais que podem te ajudar.

Entre em contato com os nossos profissionais clicando aqui.

Referência:

WORDEN, J. William. Apego, Perda de Experiência de luto: Luto normal. In: WORDEN, J. William. Aconselhamento do Luto e Terapia do Luto: Um Manual para Profissionais da Saúde Mental. 4. ed. São Paulo: Roca, 2013. cap. 1, p. 1-14.

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Dr. Lucas Silveira
Psicólogo, neuropsicólogo

Meu interesse em Psicologia nasce da minha curiosidade em compreender o comportamento humano e na habilidade e potencialidade que esta profissão oferece de uma escuta diferenciada.

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    No texto anterior falamos sobre o luto normal. Foi explicado que apesar de ser um processo natural o luto por envolver perdas e separações traz consigo sofrimentos, e que o fato da expressão envolver o termo normal não significa, porém, se tratar de um processo ausente de dificuldades. Também foi mencionado que o luto normal engloba uma série de comportamentos e sentimentos de modo que o psicólogo William Worden os classificou em quatro categorias principais: sentimentos, sensações físicas, cognições e comportamentos. O texto anterior (PARTE I) foi dedicado à explicação dos sentimentos. Desta vez focaremos na questão das sensações físicas e cognições. Em relação às sensações físicas é dito que ainda que algumas sejam frequentes e tenham um papel significativo durante o luto, elas também são comumente esquecidas. As sensações mais frequentes apresentadas por pessoas que buscaram auxílio para o enfrentamento do luto são:  – Vazio no estômago.  – Aperto no peito.  – Aperto na garganta.  – Hipersensibilidade a ruídos.  – Senso de despersonalização: “Eu ando pelas ruas e nada parece real, inclusive eu.”  – Falta de ar, dificuldade em respirar.  – Fraqueza muscular.  – Falta de energia.  – Secura na boca. Muito que apresentaram estas sensações acabam por procurar um médico e realizar um check-up, porém muitas vezes elas dizem respeito ao processo por qual as pessoas estão passando e não a um problema de origem física apenas. Com relação à cognição, há diferentes pensamentos que são presentes durante o processo de luto. Alguns são comuns no início do processo e tendem a sumir com o tempo, porém em alguns casos eles tendem a permanecer e desencadear sentimentos que conduzem à depressão e à ansiedade. Entre eles, estão: Descrença Geralmente os primeiros pensamentos que surgem, principalmente em mortes repentinas. “Isto não aconteceu.” “Deve haver algum engano.” “Não posso acreditar que isso aconteceu.” “Não quero acreditar que isto aconteceu” são exemplos de pensamentos que surgem ao se ter conhecimento de uma morte. Confusão Algumas pessoas relatam que seus pensamentos ficam confusos, não conseguem ordena-los, apresentam dificuldade de concentração e esquecem coisas. Preocupação Podem aparecer com pensamentos obsessivos a respeito da pessoa que faleceu e incluir ideias obsessivas de como recupera-la. Há também casos em que aparecem pensamentos intrusivos ou com conteúdos e imagens da pessoa falecida sofrendo ou no momento de sua morte. Há ainda pensamentos ruminativos, aqueles em que o individuo pensa insistente e repetidamente sobre quão mal se sentem e nas circunstâncias que provocaram seu sofrimento. Sensação de presença É a contrapartida da experiência da saudade. O enlutado pode ter a ideia de que a pessoa que partiu ainda se encontra presente no tempo e no espaço. Para algumas pessoas esta experiência traz conforto, porém outras se sentem assustadas com tal sensação. Alucinações Algumas pessoas relatam alucinações visuais e/ou auditivas. Segundo o autor, ambos fazem parte da lista de reações comuns frente a um luto. São em geral, experiências ilusórias que passam e que ocorrem poucas semanas após o ocorrido. Não são, necessariamente, sinais de que o luto será mais difícil ou complicado. Há, entretanto, pessoas que como na sensação de presença, sentem-se bem com tal experiência. Contudo, há também pessoas que associam estas experiências a algo sobrenatural ou de acordo com as próprias crenças, algo que deve ser respeitado.  O próximo texto será dedicado aos comportamentos do luto normal, fechando assim, as descrições sobre as quatro categorias estudadas pelo autor da pesquisa. Se precisa de ajuda ou está com dúvidas, não deixe de se consultar com profissionais que podem te ajudar. Entre em contato com os nossos profissionais clicando aqui. Referência: WORDEN, J. William. Apego, Perda de Experiência de luto: Luto normal. In: WORDEN, J. William. Aconselhamento do Luto e Terapia do Luto: Um Manual para Profissionais da Saúde Mental. 4. ed. São Paulo: Roca, 2013. cap. 1, p. 1-14.
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    A REGRA DOS 2 MINUTOS
    No texto anterior falamos sobre o luto normal. Foi explicado que apesar de ser um processo natural o luto por envolver perdas e separações traz consigo sofrimentos, e que o fato da expressão envolver o termo normal não significa, porém, se tratar de um processo ausente de dificuldades. Também foi mencionado que o luto normal engloba uma série de comportamentos e sentimentos de modo que o psicólogo William Worden os classificou em quatro categorias principais: sentimentos, sensações físicas, cognições e comportamentos. O texto anterior (PARTE I) foi dedicado à explicação dos sentimentos. Desta vez focaremos na questão das sensações físicas e cognições. Em relação às sensações físicas é dito que ainda que algumas sejam frequentes e tenham um papel significativo durante o luto, elas também são comumente esquecidas. As sensações mais frequentes apresentadas por pessoas que buscaram auxílio para o enfrentamento do luto são:  – Vazio no estômago.  – Aperto no peito.  – Aperto na garganta.  – Hipersensibilidade a ruídos.  – Senso de despersonalização: “Eu ando pelas ruas e nada parece real, inclusive eu.”  – Falta de ar, dificuldade em respirar.  – Fraqueza muscular.  – Falta de energia.  – Secura na boca. Muito que apresentaram estas sensações acabam por procurar um médico e realizar um check-up, porém muitas vezes elas dizem respeito ao processo por qual as pessoas estão passando e não a um problema de origem física apenas. Com relação à cognição, há diferentes pensamentos que são presentes durante o processo de luto. Alguns são comuns no início do processo e tendem a sumir com o tempo, porém em alguns casos eles tendem a permanecer e desencadear sentimentos que conduzem à depressão e à ansiedade. Entre eles, estão: Descrença Geralmente os primeiros pensamentos que surgem, principalmente em mortes repentinas. “Isto não aconteceu.” “Deve haver algum engano.” “Não posso acreditar que isso aconteceu.” “Não quero acreditar que isto aconteceu” são exemplos de pensamentos que surgem ao se ter conhecimento de uma morte. Confusão Algumas pessoas relatam que seus pensamentos ficam confusos, não conseguem ordena-los, apresentam dificuldade de concentração e esquecem coisas. Preocupação Podem aparecer com pensamentos obsessivos a respeito da pessoa que faleceu e incluir ideias obsessivas de como recupera-la. Há também casos em que aparecem pensamentos intrusivos ou com conteúdos e imagens da pessoa falecida sofrendo ou no momento de sua morte. Há ainda pensamentos ruminativos, aqueles em que o individuo pensa insistente e repetidamente sobre quão mal se sentem e nas circunstâncias que provocaram seu sofrimento. Sensação de presença É a contrapartida da experiência da saudade. O enlutado pode ter a ideia de que a pessoa que partiu ainda se encontra presente no tempo e no espaço. Para algumas pessoas esta experiência traz conforto, porém outras se sentem assustadas com tal sensação. Alucinações Algumas pessoas relatam alucinações visuais e/ou auditivas. Segundo o autor, ambos fazem parte da lista de reações comuns frente a um luto. São em geral, experiências ilusórias que passam e que ocorrem poucas semanas após o ocorrido. Não são, necessariamente, sinais de que o luto será mais difícil ou complicado. Há, entretanto, pessoas que como na sensação de presença, sentem-se bem com tal experiência. Contudo, há também pessoas que associam estas experiências a algo sobrenatural ou de acordo com as próprias crenças, algo que deve ser respeitado.  O próximo texto será dedicado aos comportamentos do luto normal, fechando assim, as descrições sobre as quatro categorias estudadas pelo autor da pesquisa. Se precisa de ajuda ou está com dúvidas, não deixe de se consultar com profissionais que podem te ajudar. Entre em contato com os nossos profissionais clicando aqui. Referência: WORDEN, J. William. Apego, Perda de Experiência de luto: Luto normal. In: WORDEN, J. William. Aconselhamento do Luto e Terapia do Luto: Um Manual para Profissionais da Saúde Mental. 4. ed. São Paulo: Roca, 2013. cap. 1, p. 1-14.
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