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Por que comigo?

22 de fevereiro de 2023
Por: Dr. Lucas Silveira
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Por que comigo?

Ao menos uma vez na vida nós fazemos esta pergunta: “por que isso está acontecendo comigo?”. O motivo para tal pergunta vem, geralmente, de uma situação na qual não nos conformamos e nem escolhemos passar, mas que se apresenta a nós de forma que somos obrigados a lidar com ela.

Aqui, quero provocar uma reflexão a fim de que seja possível uma abertura para tentar lidar com as situações que nos ocorrem de outra forma. E se invertêssemos a pergunta para “por que não eu?”. Embora não seja uma questão que vá trazer respostas claras do porquê passamos por tal situação, essa pergunta nos permite uma reflexão se não estamos crendo que somos diferentes e protegidos do sofrimento.

Algumas vezes acreditamos que pelo fato de sermos boas pessoas (por algum motivo e a partir do nosso próprio julgamento), a vida também seria boa conosco. Porém, esta crença não é real, uma vez que o sofrimento é inerente à própria vida. Alguém certa vez disse que esperar que a vida seja boa com você, é o mesmo que se deparar com um leão e esperar que ele não te devore porque você é vegetariano.

De fato, nós não somos especiais e estamos todos sujeitos às mesmas situações. Não significa que a vida seja feita apenas de situações ruins, mas que também as situações ruins fazem parte da vida.

Querer lutar contra essa realidade pode ser muito desgastante e frustrante, e isso não quer dizer que devemos nos conformar ou romantizar o sofrimento, mas aceitar que não temos o controle de tudo e que, algumas vezes, também não teremos todas respostas que buscamos.

Contudo, uma forma de lidar com isso pode ser justamente a aceitação. Aceitar aqui significa compreender a realidade a fim de que seja possível sair de uma posição mais passiva e tentar outra forma de reagir ao que acontece. Deste modo, pode-se abrir novas possibilidades para lidar com as situações de uma maneira não tão sofrida.

Além disso, entender que o que acontece conosco nem sempre tem uma relação direta de causa e efeito, mas que apenas aconteceu por acontecer e, quem sabe, não pode nos fortalecer ou nos ensinar alguma coisa.

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Dr. Lucas Silveira
Psicólogo, neuropsicólogo

Meu interesse em Psicologia nasce da minha curiosidade em compreender o comportamento humano e na habilidade e potencialidade que esta profissão oferece de uma escuta diferenciada.

lucas@manicipsiquiatria.com.br
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    CURVA U: MODELO QUE EXPLICA A ADAPTAÇÃO EM UM LUGAR NOVO
    Ao menos uma vez na vida nós fazemos esta pergunta: “por que isso está acontecendo comigo?”. O motivo para tal pergunta vem, geralmente, de uma situação na qual não nos conformamos e nem escolhemos passar, mas que se apresenta a nós de forma que somos obrigados a lidar com ela. Aqui, quero provocar uma reflexão a fim de que seja possível uma abertura para tentar lidar com as situações que nos ocorrem de outra forma. E se invertêssemos a pergunta para “por que não eu?”. Embora não seja uma questão que vá trazer respostas claras do porquê passamos por tal situação, essa pergunta nos permite uma reflexão se não estamos crendo que somos diferentes e protegidos do sofrimento. Algumas vezes acreditamos que pelo fato de sermos boas pessoas (por algum motivo e a partir do nosso próprio julgamento), a vida também seria boa conosco. Porém, esta crença não é real, uma vez que o sofrimento é inerente à própria vida. Alguém certa vez disse que esperar que a vida seja boa com você, é o mesmo que se deparar com um leão e esperar que ele não te devore porque você é vegetariano. De fato, nós não somos especiais e estamos todos sujeitos às mesmas situações. Não significa que a vida seja feita apenas de situações ruins, mas que também as situações ruins fazem parte da vida. Querer lutar contra essa realidade pode ser muito desgastante e frustrante, e isso não quer dizer que devemos nos conformar ou romantizar o sofrimento, mas aceitar que não temos o controle de tudo e que, algumas vezes, também não teremos todas respostas que buscamos. Contudo, uma forma de lidar com isso pode ser justamente a aceitação. Aceitar aqui significa compreender a realidade a fim de que seja possível sair de uma posição mais passiva e tentar outra forma de reagir ao que acontece. Deste modo, pode-se abrir novas possibilidades para lidar com as situações de uma maneira não tão sofrida. Além disso, entender que o que acontece conosco nem sempre tem uma relação direta de causa e efeito, mas que apenas aconteceu por acontecer e, quem sabe, não pode nos fortalecer ou nos ensinar alguma coisa.
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    A REGRA DOS 2 MINUTOS
    Ao menos uma vez na vida nós fazemos esta pergunta: “por que isso está acontecendo comigo?”. O motivo para tal pergunta vem, geralmente, de uma situação na qual não nos conformamos e nem escolhemos passar, mas que se apresenta a nós de forma que somos obrigados a lidar com ela. Aqui, quero provocar uma reflexão a fim de que seja possível uma abertura para tentar lidar com as situações que nos ocorrem de outra forma. E se invertêssemos a pergunta para “por que não eu?”. Embora não seja uma questão que vá trazer respostas claras do porquê passamos por tal situação, essa pergunta nos permite uma reflexão se não estamos crendo que somos diferentes e protegidos do sofrimento. Algumas vezes acreditamos que pelo fato de sermos boas pessoas (por algum motivo e a partir do nosso próprio julgamento), a vida também seria boa conosco. Porém, esta crença não é real, uma vez que o sofrimento é inerente à própria vida. Alguém certa vez disse que esperar que a vida seja boa com você, é o mesmo que se deparar com um leão e esperar que ele não te devore porque você é vegetariano. De fato, nós não somos especiais e estamos todos sujeitos às mesmas situações. Não significa que a vida seja feita apenas de situações ruins, mas que também as situações ruins fazem parte da vida. Querer lutar contra essa realidade pode ser muito desgastante e frustrante, e isso não quer dizer que devemos nos conformar ou romantizar o sofrimento, mas aceitar que não temos o controle de tudo e que, algumas vezes, também não teremos todas respostas que buscamos. Contudo, uma forma de lidar com isso pode ser justamente a aceitação. Aceitar aqui significa compreender a realidade a fim de que seja possível sair de uma posição mais passiva e tentar outra forma de reagir ao que acontece. Deste modo, pode-se abrir novas possibilidades para lidar com as situações de uma maneira não tão sofrida. Além disso, entender que o que acontece conosco nem sempre tem uma relação direta de causa e efeito, mas que apenas aconteceu por acontecer e, quem sabe, não pode nos fortalecer ou nos ensinar alguma coisa.
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