A maior conscientização social acerca das doenças mentais trouxe muitos benefícios, fala-se com um pouco mais de naturalidade e as informações sobre saúde mental estão mais acessíveis, o que inquestionavelmente contribui para realização de diagnósticos. Entretanto, ainda há muita desinformação propagada, não sendo incomum as pessoas se referirem a tristeza, sofrimento, choro, utilizando o termo “depressão”. A tristeza é uma reação emocional natural, compatível com percepções ou fatos que de algum modo nos desagradam, frustram, fragilizam e decepcionam. Situações que fogem ao nosso controle ou não ocorrem conforme esperávamos. É compreensível sentirmos tristeza diante de um diagnóstico difícil, uma morte, demissão, divórcio, ou adoecimento de um filho, por exemplo. É a resposta emocional esperada, que te auxiliará na elaboração daquela situação. Já a depressão, é uma doença caracterizada por sintomas que precisam ocorrer em determinado período de tempo, como apatia, desmotivação, irritabilidade, entre outros. E é um quadro que muitas vezes ocorre sem que haja de maneira explícita um “objeto” causador do sofrimento, uma razão, um motivo claro. É comum as pessoas afirmarem não terem motivo para se sentirem daquela maneira, a vida segue “normal”, entretanto, a pessoa tem uma sensação de vazio, de perda de sentido e o sentimento de tristeza é profundo.
Compreender mais o comportamento humano e poder contribuir de alguma maneira na qualidade de vida das pessoas, sempre me gerou curiosidade e interesse. Por isto, desde muito cedo me apaixonei pela Psicologia.
Ainda na graduação de psicologia conduzi meus olhares para área de saúde mental e participei da equipe de doenças neurodegenerativas na UNIFESP, onde tive meus primeiros contatos com a Neuropsicologia.
Iniciei minhas especializações pela Psicopatologia e Dependência Química. Essa experiência me trouxe o desejo de aprofundar ainda mais meus conhecimentos na relação entre neurociência e a saúde mental. Por isto, escolhi o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP para consolidar minha atuação clínica.
No Instituto atuei como Psicoterapeuta abordando temas relacionados a masculinidade e feminilidade no Gender Group. Também estive como colaboradora no Grupo Interdisciplinar de Estudos sobre Álcool e Drogas (GREA), o que contribuiu para ampliar e fortalecer meu repertório sobre dependência química.
Retomei o contato com a Neuropsicologia, área promissora que estabelece relação entre o funcionamento cerebral e o comportamento humano, na qual possuo título de especialista.
Além de realizar diversas avaliações neuropsicológicas e de personalidade em áreas como a Psiquiatria, Neurologia, pude também me capacitar e atuar no contexto jurídico através do Núcleo Forense do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP (NUFOR).
Construí minha carreira de maneira sólida, com atualizações profundas e constantes. Mesmo assim, entendo que meu trabalho baseia-se no pressuposto de que teoria nenhuma abarca a complexidade da alma humana.
Empatia e escuta individualizada são exercícios constantes; eixos para um atendimento mais humano e personalizado.
A Mancini Psiquiatria e Psicologia oferece soluções customizadas em Saúde Mental para a sua empresa, desde a detecção e tratamento de transtornos psiquiátricos e psicológicos até diagnósticos e intervenção sistêmicos da identidade corporativa.