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Câncer e depressão

18 de outubro de 2018
Por: Dr. Renato Mancini
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Câncer e depressão

Pouca gente sabe, mas os pacientes com câncer são uma das populações com risco bastante aumentado para desenvolver depressão.

Um grande estudo científico incluindo mais de 10 mil pacientes no mundo todo concluiu
que a prevalência de depressão entre os pacientes oncológicos gira em torno de 16%. Isso
representa um risco entre 2 a 4 vezes maior do que na população geral.

Alguns fatores que podem conferir um maior risco para o paciente oncológico ter
também depressão são:

  • Histórico de já ter tido depressão na vida;
  • Falta de suporte social (poucos amigos, familiares, colegas de trabalho etc.), morar
  • sozinho, pacientes solteiros;
  • Presença de outras doenças associadas;
  • Sintoma de dor frequente;
  • Metástases ou câncer em estágio avançado;
  • Limitação funcional, ou seja, quando o paciente perde a capacidade de exercer algumas tarefas de sua rotina de forma independente.

Por que existe essa correlação? Para explicar esse risco aumentado, é possível dividir
os motivos em 3 grupos distintos: os fatores relacionados ao paciente, os fatores relacionados ao câncer e os fatores relacionados ao tratamento do câncer.

Fatores do paciente

Por mais que a medicina tenha avançado de maneira surpreendente nos tratamentos do
câncer ao longo das últimas décadas, receber um diagnóstico como esse costuma gerar um
estresse psicológico e emocional significativo.

Lidar com uma informação desse porte pode suscitar medos, sentimentos de culpa com
relação a acontecimentos do passado, inseguranças sobre a terminalidade da própria vida.
Além deste, há outros fatores relacionados:

  • Questões genéticas: se um paciente tiver parentes próximos que sofrem ou sofreram de
    depressão, ele terá maior susceptibilidade para deprimir, principalmente num contexto
    estressante como esse.
  • Falta de suporte social: pacientes com pouco suporte social tendem a ter sentimentos
    de solidão mais intensos, sobretudo se estivermos falando de pacientes idosos.
  • Dificuldade de diálogo com a equipe médica que cuida do paciente para lhe dar
    orientações e discutir aspectos do diagnóstico e do tratamento

Fatores da doença

A presença de sintomas físicos como dor, fadiga, náuseas, falta de ar, falta de apetite,
que estão comumente presentes em vários tipos de câncer, tem influência na formação do
quadro depressivo. Em estágios avançados do câncer, as taxas de depressão aumentam
conforme o avanço do câncer.

Há também a perda gradual de funcionalidade, ou seja, a independência para realizar
as tarefas do dia-a-dia.

Outro motivo é que o câncer faz o organismo liberar diversas substâncias que
aumentam o estado de inflamação (citocinas pró-inflamatórias), além de acarretar a
desregulação do equilíbrio hormonal (chamada de disfunção neuroendócrina, como, por
exemplo, a elevação de secreção noturna do cortisol), mecanismos que também estão
implicados na gênese da depressão.

Fatores do tratamento

Muitas medicações utilizadas para tratar os cânceres podem ser nocivas para o
funcionamento do cérebro (neurotoxicidade) e, com isso, contribuírem para o surgimento dos sintomas depressivos.

Também durante o tratamento, a própria morte das células tumorais pode liberar as
mencionadas citocinas inflamatórias.

Além disso, algumas cirurgias para o tratamento podem gerar resultados esteticamente
ruins, o que pode mexer muito com a autoestima da pessoa como, por exemplo, a mastectomia no câncer de mama, já que as mamas representam um aspecto importante da feminilidade e da sexualidade da mulher.

Câncer, depressão e mortalidade

Os estudos mostram que, dentre os pacientes oncológicos, os pacientes deprimidos
exibem maiores taxas de mortalidade do que os pacientes sem depressão, mesmo quando se equiparam pacientes de uma mesma faixa etária, com o mesmo tempo de diagnóstico do
câncer e o tipo de câncer.

Esse aumento de mortalidade dentre os pacientes deprimidos se deve tanto a mortes
por suicídio, mas, em maior parte, por conta de causas de morte gerais relacionadas à própria progressão do câncer.

A depressão nos pacientes oncológicos não pode ser subestimada, pois ela traz
consequências sérias para a saúde do paciente e influencia negativamente na sua qualidade de vida.

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    Pouca gente sabe, mas os pacientes com câncer são uma das populações com risco bastante aumentado para desenvolver depressão. Um grande estudo científico incluindo mais de 10 mil pacientes no mundo todo concluiu que a prevalência de depressão entre os pacientes oncológicos gira em torno de 16%. Isso representa um risco entre 2 a 4 vezes maior do que na população geral. Alguns fatores que podem conferir um maior risco para o paciente oncológico ter também depressão são: Histórico de já ter tido depressão na vida; Falta de suporte social (poucos amigos, familiares, colegas de trabalho etc.), morar sozinho, pacientes solteiros; Presença de outras doenças associadas; Sintoma de dor frequente; Metástases ou câncer em estágio avançado; Limitação funcional, ou seja, quando o paciente perde a capacidade de exercer algumas tarefas de sua rotina de forma independente. Por que existe essa correlação? Para explicar esse risco aumentado, é possível dividir os motivos em 3 grupos distintos: os fatores relacionados ao paciente, os fatores relacionados ao câncer e os fatores relacionados ao tratamento do câncer. Fatores do paciente Por mais que a medicina tenha avançado de maneira surpreendente nos tratamentos do câncer ao longo das últimas décadas, receber um diagnóstico como esse costuma gerar um estresse psicológico e emocional significativo. Lidar com uma informação desse porte pode suscitar medos, sentimentos de culpa com relação a acontecimentos do passado, inseguranças sobre a terminalidade da própria vida. Além deste, há outros fatores relacionados: Questões genéticas: se um paciente tiver parentes próximos que sofrem ou sofreram de depressão, ele terá maior susceptibilidade para deprimir, principalmente num contexto estressante como esse. Falta de suporte social: pacientes com pouco suporte social tendem a ter sentimentos de solidão mais intensos, sobretudo se estivermos falando de pacientes idosos. Dificuldade de diálogo com a equipe médica que cuida do paciente para lhe dar orientações e discutir aspectos do diagnóstico e do tratamento Fatores da doença A presença de sintomas físicos como dor, fadiga, náuseas, falta de ar, falta de apetite, que estão comumente presentes em vários tipos de câncer, tem influência na formação do quadro depressivo. Em estágios avançados do câncer, as taxas de depressão aumentam conforme o avanço do câncer. Há também a perda gradual de funcionalidade, ou seja, a independência para realizar as tarefas do dia-a-dia. Outro motivo é que o câncer faz o organismo liberar diversas substâncias que aumentam o estado de inflamação (citocinas pró-inflamatórias), além de acarretar a desregulação do equilíbrio hormonal (chamada de disfunção neuroendócrina, como, por exemplo, a elevação de secreção noturna do cortisol), mecanismos que também estão implicados na gênese da depressão. Fatores do tratamento Muitas medicações utilizadas para tratar os cânceres podem ser nocivas para o funcionamento do cérebro (neurotoxicidade) e, com isso, contribuírem para o surgimento dos sintomas depressivos. Também durante o tratamento, a própria morte das células tumorais pode liberar as mencionadas citocinas inflamatórias. Além disso, algumas cirurgias para o tratamento podem gerar resultados esteticamente ruins, o que pode mexer muito com a autoestima da pessoa como, por exemplo, a mastectomia no câncer de mama, já que as mamas representam um aspecto importante da feminilidade e da sexualidade da mulher. Câncer, depressão e mortalidade Os estudos mostram que, dentre os pacientes oncológicos, os pacientes deprimidos exibem maiores taxas de mortalidade do que os pacientes sem depressão, mesmo quando se equiparam pacientes de uma mesma faixa etária, com o mesmo tempo de diagnóstico do câncer e o tipo de câncer. Esse aumento de mortalidade dentre os pacientes deprimidos se deve tanto a mortes por suicídio, mas, em maior parte, por conta de causas de morte gerais relacionadas à própria progressão do câncer. A depressão nos pacientes oncológicos não pode ser subestimada, pois ela traz consequências sérias para a saúde do paciente e influencia negativamente na sua qualidade de vida.
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    Pouca gente sabe, mas os pacientes com câncer são uma das populações com risco bastante aumentado para desenvolver depressão. Um grande estudo científico incluindo mais de 10 mil pacientes no mundo todo concluiu que a prevalência de depressão entre os pacientes oncológicos gira em torno de 16%. Isso representa um risco entre 2 a 4 vezes maior do que na população geral. Alguns fatores que podem conferir um maior risco para o paciente oncológico ter também depressão são: Histórico de já ter tido depressão na vida; Falta de suporte social (poucos amigos, familiares, colegas de trabalho etc.), morar sozinho, pacientes solteiros; Presença de outras doenças associadas; Sintoma de dor frequente; Metástases ou câncer em estágio avançado; Limitação funcional, ou seja, quando o paciente perde a capacidade de exercer algumas tarefas de sua rotina de forma independente. Por que existe essa correlação? Para explicar esse risco aumentado, é possível dividir os motivos em 3 grupos distintos: os fatores relacionados ao paciente, os fatores relacionados ao câncer e os fatores relacionados ao tratamento do câncer. Fatores do paciente Por mais que a medicina tenha avançado de maneira surpreendente nos tratamentos do câncer ao longo das últimas décadas, receber um diagnóstico como esse costuma gerar um estresse psicológico e emocional significativo. Lidar com uma informação desse porte pode suscitar medos, sentimentos de culpa com relação a acontecimentos do passado, inseguranças sobre a terminalidade da própria vida. Além deste, há outros fatores relacionados: Questões genéticas: se um paciente tiver parentes próximos que sofrem ou sofreram de depressão, ele terá maior susceptibilidade para deprimir, principalmente num contexto estressante como esse. Falta de suporte social: pacientes com pouco suporte social tendem a ter sentimentos de solidão mais intensos, sobretudo se estivermos falando de pacientes idosos. Dificuldade de diálogo com a equipe médica que cuida do paciente para lhe dar orientações e discutir aspectos do diagnóstico e do tratamento Fatores da doença A presença de sintomas físicos como dor, fadiga, náuseas, falta de ar, falta de apetite, que estão comumente presentes em vários tipos de câncer, tem influência na formação do quadro depressivo. Em estágios avançados do câncer, as taxas de depressão aumentam conforme o avanço do câncer. Há também a perda gradual de funcionalidade, ou seja, a independência para realizar as tarefas do dia-a-dia. Outro motivo é que o câncer faz o organismo liberar diversas substâncias que aumentam o estado de inflamação (citocinas pró-inflamatórias), além de acarretar a desregulação do equilíbrio hormonal (chamada de disfunção neuroendócrina, como, por exemplo, a elevação de secreção noturna do cortisol), mecanismos que também estão implicados na gênese da depressão. Fatores do tratamento Muitas medicações utilizadas para tratar os cânceres podem ser nocivas para o funcionamento do cérebro (neurotoxicidade) e, com isso, contribuírem para o surgimento dos sintomas depressivos. Também durante o tratamento, a própria morte das células tumorais pode liberar as mencionadas citocinas inflamatórias. Além disso, algumas cirurgias para o tratamento podem gerar resultados esteticamente ruins, o que pode mexer muito com a autoestima da pessoa como, por exemplo, a mastectomia no câncer de mama, já que as mamas representam um aspecto importante da feminilidade e da sexualidade da mulher. Câncer, depressão e mortalidade Os estudos mostram que, dentre os pacientes oncológicos, os pacientes deprimidos exibem maiores taxas de mortalidade do que os pacientes sem depressão, mesmo quando se equiparam pacientes de uma mesma faixa etária, com o mesmo tempo de diagnóstico do câncer e o tipo de câncer. Esse aumento de mortalidade dentre os pacientes deprimidos se deve tanto a mortes por suicídio, mas, em maior parte, por conta de causas de morte gerais relacionadas à própria progressão do câncer. A depressão nos pacientes oncológicos não pode ser subestimada, pois ela traz consequências sérias para a saúde do paciente e influencia negativamente na sua qualidade de vida.
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