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Os desafios da clínica na era da técnica

5 de novembro de 2020
Por: Dra. Leticia Filizzola
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Os desafios da clínica na era da técnica

Na clínica dos transtornos existenciais pela abordagem Dasainanalítica, o filósofo Heiddegger ocupa um posto de relevância que nos ajuda a pensar as questões do dia a dia.

As contribuições heiddeggerianas para a compreensão do psiquismo humano são importantes para o estabelecimento de uma discussão psicológica mais ampla, para além da remissão objetiva de elementos disfuncionais do comportamento humano.

Pensando as formas de cuidado de si, como denomina a Daseinanalise, ao invés da pura normatização, os sintomas que aparecem configuram capacidade de resiliência e consistem em sinal de saúde, sendo a forma que o organismo encontrou para não sucumbir, fazendo frente às dores e aos incômodos da vida. Mesmo porque, questões existenciais nem sempre se resolvem com medidas práticas.

O avanço da técnica e a era tecnicista em que nos encontramos inseridos nos leva a uma renovação do Positivismo, da ciência fria que não tem por prioridade as particularidades que jazem em cada um. E tal característica mais generalista, que procura por denominadores comuns para nortear condutas, traz valorosos benefícios, pois alguma dose de ciência natural se faz fundamental ao bom e responsável trabalho em saúde mental.

Há que se cuidar para que o ofício do psicólogo não se torne cada vez mais uma dinâmica de recondução ao mesmo caminho que levou o indivíduo ao seu adoecimento.

A rapidez e a eficácia reinante na era da técnica, tem potencial algo delicado, uma vez que seres humanos nem sempre atingirão os padrões que lhe são demandados, levando à uma situação de desajuste. Mas afinal, estará o indivíduo fora de esquadro ou será que a régua talvez não seja lá muito justa?

Essas e mais reflexões da escola heideggeriana que tem em vista o Dasein, o ser-aí, nos coloca a reflexão a respeito da relação que ocorre a todo momento entre o homem e seu mundo. O seu modo de estar no mundo. A era da técnica nos remete aos valores da produtibilidade, apontando à pressuposição de que tudo é e deve ser produtivo. E o que não o é deverá ser ajustado, como uma oficina mecânica ajusta um motor.

O bem-estar com normas fixas e a qualquer custo, a eterna juventude, a incessante busca pela felicidade, a exibição de uma alegria maniforme. Que traz consigo a energia da produtividade, num ciclo que se retroalimenta, ensinando valores de plenitude.

O resultado visto é que à tristeza não mais se dá lugar. Logo, seu sinal o corpo já não reconhece. Sentimento é prontamente rechaçado como critério psicopatológico.

A busca pela experiência esfuziante, extraordinária faz desdém das vivências medianas, que não tem mais valor.
A subjetividade não é mensurável, escapa à métrica da convenção. Traz consigo tudo aquilo que significa ser uma pessoa, ter dúvidas, fragilidades, fraquezas, confusões, ambiguidades e defeitos. Enxergando essas características em si, talvez seja possível aceitá-las mais nos outros, erigindo valores como a moralidade e a ética de forma algo coerente.

Se precisa de ajuda ou está com dúvidas, não deixe de se consultar com profissionais que podem te ajudar.

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